Crónicas de uma Leitora

quarta-feira, 20 de março de 2019

Série | Titans | Netflix

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Com a recente confirmação de uma segunda temporada de Titans não podia de vos deixar falar da primeira. Não sou apreciadora de comics nem sigo muito estes universos sejam eles DC Comics seja Marvel portanto não sabia muito bem o que esperar da série (a única versão que conheço é a que os meus filhos vêem no Cartoon Network - Teen Titans Go) e como nunca prestei muita atenção só conhecia vagamente os nomes e os poderes dos personagens.

Foi uma descoberta interessante, é uma série com um fundo pesado, personagens densas, com passados complicados, cada um com a sua história muito própria que fez deles o que são. Esta primeira temporada serviu basicamente para podermos conhecer melhor este universo, vermos a ligação entre todos a criar-se e perceber de que forma acabam por se juntar. 

Tem algumas cenas mais violentas mas nada que distraia o espectador do rumo do enredo, acaba por ser psicologicamente mais pesado pelo passado traumático de cada um mas tem algumas cenas mais divertidas para criar alguns focos de leveza pelo menos e não cansar demasiado.

Ao longo dos 10 episódios que compõem a primeira temporada vamos desvendando alguns mistérios mas acabamos por descobrir que são mais o que há para revelar. O último episódio teve nos seus segundos finais um teaser interessante que aguçar ainda mais a vontade de continuar a seguir.

Como referi não estou por dentro do universo da DC portanto não sei fazer um paralelismo entre os comics e filmes ou animações já criadas mas gostei bastante do que vi portanto irei continuar a seguir.

sábado, 16 de março de 2019

Literatura | 'O Príncipe da Suécia' de Karina Halle | Opinião

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IG: @cronicas_de_uma_leitora
"Nunca acreditei em contos de fadas, nem em Príncipes Encantados. Sonhava ser uma jornalista de sucesso. Mas bastou um telefonema para que tudo desabasse. Com a morte inesperada dos meus pais, passei de estudante despreocupada a guardiã dos meus cinco - sim, cinco! - irmãos. Quando o acaso me levou ao encontro de Viktor, sentia-me demasiado sobrecarregada para acreditar no amor… ainda que o enigmático Viktor fosse de uma beleza quase obscena." 

 Viktor é… Sua Alteza Real, Príncipe da Suécia…

"Também eu sofri uma grande perda. Após a morte do meu irmão, só queria fugir. Assustava-me pensar que em breve deixaria de ser livre e que a minha vida passaria a ser controlada a cada minuto. Sabia-me bem estar perdido no meio de uma vila da Califórnia, ser apenas mais uma pessoa anónima… e depois o meu caminho cruzou-se com o de Maggie. A doce, amável e linda Maggie…"

Nenhum dos dois contava apaixonar-se. Nenhum dos dois imaginava que a sua vida ficaria virada do avesso. 

Mas a relação tem os dias contados. 
E a verdade é que os finais felizes só acontecem nos contos de fadas… não é?

 Sigo a autora Karina Halle no instagram há algum tempo e fiquei muito contente quando percebi que iria ser publicado um livro dela em Portugal. A autora escreve romances eróticos cujas reviews têm uma classificação boa e o feedback dos livros tem sido muito bom então decidi apostar nesta leitura.

Estamos perante o conto de fadas da grande maioria das meninas, cresce-se com os filmes da Disney e a querer o nosso próprio príncipe encantado, claro que depois crescemos e percebemos que nada disso importa. 

Achei que no fundo as personagens não têm a profundidade suficiente para um romance tão forte e falta alguma consistência na história. O príncipe que não queria ser rei e é forçado a tal pela morte do irmão e a rapariga pobre de uma cidade do interior do Nevada, apenas alguns quilómetros de Las Vegas, órfã a cuidar dos irmãos menores, é um pouco cliché.

Não deixa de ser uma leitura agradável, com cenas bastante picantes e outras muito divertidas que nos leva a soltar algumas gargalhadas. Temos a ação dividida entre os Estados Unidos e a Suécia e aqui confesso que as descrições da autora nos levam a querer conhecer o país (não é de hoje que sinto algum fascínio pelos países nórdicos) e isso irá ter impacto na narrativa e no desenvolvimento da história.

Um livro que se lê em poucas horas, uma história simples com uma escrita cativante que deixa qualquer romântica agarrada.




ebook gentilmente sucedido pela editora para opinião

sexta-feira, 15 de março de 2019

Literatura | Novidades da semana de 18 a 24 de Março

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Nas livrarias a 18 de Março
   
   

Nas livrarias a 19 de Março
   
   
 

Nas livrarias a 20 de Março
  

Nas livrarias a 21 de Março
 

quinta-feira, 14 de março de 2019

Literatura | Christopher Paolini em Portugal

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O autor de Eragon, Eldest, Brisingr e Herança, a mais famosa saga de dragões do século, estará em Lisboa nos próximos dias 25 e 26 de março para promover o novo livro O Garfo, a Bruxa e o Dragão - Histórias de Alagaësia. Durante a estadia, Christopher Paolini estará disponível para entrevistas.

Para 25 de março (segunda-feira), às 18h30, na Livraria LeYa na Buchholz, em Lisboa, está marcado um encontro do autor com fãs mas também com bloggers, youtubers, e instagrammers e todos aqueles que seguem a carreira do autor. Este momento será aberto à comunicação social.

Recorde-se que oito anos depois de concluir a mais famosa saga de dragões do século, Christopher Paolini lançou, em janeiro deste ano, O Garfo, a Bruxa e o Dragão - Histórias de Alagaësia, chegado às livrarias portuguesas apenas dois dias depois de ter sido lançado no mercado Norte-americano.

O regresso do autor de Eragon (2003), Eldest (2005), Brisingr (2008) e Herança (2011) veio alegrar os leitores de todo o mundo. Recordamos que juntos, os quatro livros do Ciclo da Herança venderam mais de 25 milhões de exemplares em mais de 40 países e foi preciso esperar quase 8 anos para que o autor nos desse um novo livro.

terça-feira, 12 de março de 2019

Série | The Umbrella Academy | Netflix

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The Umbrella Academy é uma série de comics escrita por Gerard Way (My Chemical Romance) e ilustrada por Gabriel Bá. O enredo acompanha um grupo de crianças dotadas de super-poderes, que foram adotadas por um milionário e criadas como super-heróis.

Quando me apareceu nas sugestões da Netflix não sabia bem o que esperar, vi o trailer e como estava a fazer uma pausa nas séries para me dedicar às leituras decidi ver o primeiro episódio, afinal com um total de 10 episódios não demoraria muito até a ver toda. E assim foi, de facto demorei dois dias a ver tudo e a ficar a "chorar" por mais, 10 episódios de The Umbrella Academy não é definitivamente o suficiente. 

O conceito é muito interessante, um milionário excêntrico adopta sete bebés que nasceram no mesmo dia em circunstâncias extraordinárias (nenhuma das mães estava grávida quando o dia começou) porém em vez de cuidar deles explorou o seu potencial poder para combaterem o mal.

Estamos perante uma verdadeira lufada de ar fresco no meio de tantas séries e filmes de super heróis, somos apresentados a um mundo onde nunca sabemos muito bem o que poderá vir a acontecer pois o inesperado é o normal. Uma das primeiras coisas que sabemos é que nascem 43 bebés nestas circunstâncias (sendo 7 adoptados pelo mesmo homem, fiquei a interrogar-me o que teria acontecido aos restantes 36 e se teriam igualmente super poderes). Nunca ficou muito claro quem era o tal milionário, apesar de num dos episódios termos maior percepção de onde ele vem e o que ele é, fica em aberto a história dele. A sua necessidade de adoptar as crianças é explicada unicamente pela necessidade de combater o crime, como se esperasse que no futuro algo acontecesse.

Ao longo da série vamos conhecer melhor estes irmãos e a sua relação com o pai e outros habitantes da mansão/academia não só através da ação presente mas principalmente de analepses que acabam por ser fundamentais para o desenrolar da trama. Os nossos protagonistas crescem a serem chamados pelo pai não por nomes mas por números, por ordem daquilo que o mesmo considerava a sua importância para o objectivo pretendido. Não vemos qualquer tipo de emoção ou carinho da parte deste pai, apenas que era rigoroso em relação ao treino dos miúdos, aparecendo depois a "mãe".

Com um elenco fabuloso os episódios são repletos de ação, com muitas mortes à mistura, mas têm uma dose elevada de drama familiar e ainda muito humor, tudo na dose perfeita que agarra o espectador. Acho que ficaram muitas pontas soltas, muita coisa por explicar e espero que possamos numa próxima temporada ver mais ainda do que temos até agora.

O final é extraordinário, eu já sabia mais ou menos o que aconteceria pois numa breve pesquisa sobre a série acabei por ler alguns spoilers mas não tirou a espectacularidade do que acontece. Espero ansiosamente por uma segunda temporada.