Crónicas de uma Leitora: A Ilha de Victoria Hislop - opinião

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Ilha de Victoria Hislop - opinião


Autora: Victoria Hislop
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 408
Editor: Livraria Civilização Editora


Sinopse:
Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais, vai ficar a saber tudo o que copiuo da wb. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.


Opinião: Este foi o segundo livro de Victoria Hislop que li, depois de diversas meninas dos fóruns me terem persuadido a ler, afirmando ser ainda melhor que o A Arca. Mas uma vez tiveram razão. Antes de mais devo congratular a autora pelo seu exaustivo trabalho de pesquisa acerca da lepra. Todos nós já ouvimos falar da lepra, nem que tenha sido, como eu, na catequese e na leitura da Bíblia ou, se recordam do pai de um dos personagens de Braveheart, não me recordo agora o nome dele. No entanto o meu contato ou informação com esta doença não passava daí. Aqui além de toda a estória envolvente na A Ilha, apercebemo-nos de uma problemática relativamente recente e infelizmente, ainda ativa em diversos países do nosso planeta. Relativamente à narrativa, adorei as personagens, todas elas, inclusive Anna. Sempre tive, desde míuda, uma predileção especial pelos «maus da fita» e realmente Anna é a especiaria mais picante e mais garrida da história. A história de sua mãe e Maria, irmã, em tanto semelhante com exceção o final, fizeram-me suspirar e acender a luz perto das 4h da manhã para ler os capítulos finais. As escolhas de Sofia, especialmente as más escolhas tão habituais na adolescência/começo da idade adulta, recordam-me a mim nessa fase bem como algumas adolescentes que acompanho hoje em dia... sim estou a divagar. Relativamente às personagens masculinas deste livro, para mim passam apenas por personagens secundárias uma vez que todas as personagens femininas têm uma personalidade bastante mais relevante do que qualquer um deles, desde a doce, corajosa e sábia Eleni, a tranquila, ponderada mas sofredora Maria e claro, a imprudente, egoísta e impetuosa Anna. No fundo, as três faces de uma mulher no decorrer do seu crescimento. Aconselho a lerem até ao momento em que Fontini começa a contar a história familiar a Alexis, depois tentam parar... se conseguirem!

2 comentários:

  1. Olá
    Tenho este livro na estante à tanto tempo, mas gostei da tua opinião, quem sabe se pego nele mais depressa do que esperava.

    P.S. Blogue Atmosfera dos livros, convida a visita-lo.

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  2. Eu também já li esta magnífica obra.
    Estava no meu nook há muito tempo e um dia o meu olhar prendeu-se nele e resolvi lê-lo. Ainda bem que o vi, ainda bem que ele estava aí e, sobretudo, ainda bem que o li. Tocou-me o coração... Ensinou-me muito.
    Leiam-no! Podem começar por aqui: http://portugues.free-ebooks.net/ebook/A-ilha

    Felicidades

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