Crónicas de uma Leitora: "Os Anões da Morte", de Jonathan Coe - Opinião

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

"Os Anões da Morte", de Jonathan Coe - Opinião



Autor: Jonathan Coe
Edição/reimpressão: 2001
Páginas: 222
Editor: Edições ASA

Sinopse:
William é um rapaz sensível e um eterno incompreendido, que chega a Londres para tentar a sua sorte no meio musical. Mas a sua vida, dividida entre os clubes de Jazz londrinos e “aquilo” a que se chama lar, é uma longa cadeia de frustrações: a bela Madeline, por quem está apaixonado, mostra-se inacessível; não consegue evitar que a sua banda destrua sistematicamente os seus poemas e melodias, transformando-os em paródias grotescas e inaudíveis; e o vazio que sente faz com que até um simples tempo de espera numa paragem de autocarro pareça ser um desesperado acto de heroísmo. Porém, a monotonia da sua vida vai dissipar-se no momento em que se transforma na única testemunha de um brutal homicídio...
Um romance divertido, lúcido e inteligente, como sublinhou o The Guardian, que nos traz de novo uma das vozes mais importantes do novo romance inglês.

Opinião:
Inesperado. Sensível. Imprevisível.
Este livro é mesmo ao nível do autor. Cheio de encontros e desencontros, coincidências quase impossíveis e acasos imprevisíveis, 'Os Anões da Morte' trata da vida de um rapaz a quem tudo parece acontecer. Ele cruza-se com gente de todo o tipo e feitio, até ficarmos a querer saber desesperadamente o que acontecerá no final.
Eu tenho uma predilecção especial por este autor, pelo facto de conseguir tornar enredos irónicos e dificeis de ocorrer em situações facilmente imagináveis (julgo mesmo ser esse o seu verdadeiro talento).
'Os Anões da Morte' não é dos mais elogiados da sua carreira, mas foi até agora o que mais me marcou.
É magnífico. É brilhante a forma como Coe equilibra toda a ficção no limite da racionalidade.

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