Crónicas de uma Leitora: 2017

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Literatura | 'O Verão em que me apaixonei' de Jenny Han | Opinião

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«Toda a minha vida era medida em verões. Como se não começasse efetivamente a viver enquanto não chegasse junho, até estar naquela praia, naquela casa.»

Tudo o que é bom e mágico acontece durante o verão, e é a sonhar com o verão que Belly, de 16 anos, passa os seus dias. Para ela, os invernos são insuportáveis e sinónimo de estar longe de Jeremiah e de Conrad, os rapazes que Belly conhece desde a sua primeira estadia na casa de praia. Eles são os seus quase-irmãos, os seus inseparáveis parceiros de aventuras.

Até que chega aquele verão - maravilhoso e ao mesmo tempo terrível - em que tudo muda. Estas poderão ser as últimas férias que passam todos juntos na casa de praia. Chegou o momento de perpetuar memórias, confessar paixões escondidas e, acima de tudo, é hora de, finalmente, Belly começar a obedecer ao seu coração.

Um romance com sabor a mar e a liberdade, sobre crescer e apaixonar-se, deixando-nos a desejar por mais.



 O Verão em que me Apaixonei foi a minha estreia com a autora Jenny Han e foi uma estreia bastante decente. O livro é dentro da mesma linha dos livros da série The Ladybirds da autora Jenny Mclachlan publicada pela Booksmile, é leve, sem grandes dramas com uma história simples.

A narrativa segue Belly que vive pelo e para o Verão, para os seus amigos Jeremiah e Conrad e a casa de praia dos pais destes, junto com o irmão da jovem os quatro vivem grandes aventuras desde muito pequenos. Sendo Belly a mais nova era constantemente alvo das tropelias dos rapazes mas não impediu que esta se apaixonasse por Conrad há vários anos. Este verão a jovem está na transição de 15 para 16 anos e começa finalmente a chamar a atenção dos rapazes da vila onde passam esta época do ano despertando paixões e ciúmes.

Não há muito mais a contar, não há, como disse, grandes dramas, é a história de adolescentes que passam o verão juntos. É tudo muito morno mas fofo q.b. e lê-se bastante depressa. É daqueles livros que aconselho quando não queremos pensar muito, não há reviravoltas surpreendentes nem nenhum ponto fulcral que defina uma alteração no curso da história.

Porém apesar da sua previsibilidade simplesmente adorei e acho uma excelente aposta para as adolescentes lerem este verão, certamente irão rever-se em algumas ações da protagonista. A escrita de Jenny Han é perfeita para o género, muito leve, muito teen, muito simples e absolutamente viciante. Quero mais Topseller, por favor e obrigada!




Exemplar gentilmente oferecido para opinião honesta

Literatura | Novidades da semana de 29 de Maio a 4 de Junho

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Nas livrarias a 29 de Maio
   
  

  
   
 

Nas livrarias a 30 de Maio
   


Nas livrarias a 31 de Maio

Nas livrarias a 1 de Junho
  

Nas livrarias a 2 de Junho
   
    
   

  

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Cinema | Homem-Aranha o regresso a casa | Trailer

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SOBRE O FILME:
  
Um jovem Peter Parker / Homem-Aranha (Tom Holland), que vimos já na sensacional participação em Capitão América: Guerra Civil, começa a conhecer melhor a sua recém descoberta identidade como o super-herói que dispara teias no filme Homem-Aranha: Regresso a Casa. Entusiasmado com a sua experiência com os Vingadores, Peter regressa a casa, onde vive com a tia May (Marisa Tomei), sempre debaixo do olhar vigilante no seu novo mentor, Tony Stark (Robert Downey, Jr.). Peter procura reintegra-se na sua rotina diária, sempre focado no desejo de provar que não é apenas o super-herói simpático que vive nas redondezas, e, assim sendo, quando Vulture (Michael Keaton) surge como o novo vilão, tudo o que é mais importante para Peter fica ameaçado…

terça-feira, 23 de maio de 2017

Cinema | Estreias da Semana

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M12
Título Original: Hjartasteinn
Realizador: Guðmundur Arnar Guðmundsson
Com: Baldur Einarsson, Blær Hinriksson, Diljá Valsdóttir
Género: Drama
País: Islândia, Dinamarca
Ano: 2016
Duração: 129 min.

Sinopse:
Thor e Christian são amigos inseparáveis. Quando o Verão se inicia, percorrem a pequena aldeia piscatória onde vivem, em distracções e brincadeiras próprias da adolescência. Enquanto um tenta conquistar o coração de uma amiga por quem se apaixonou, o outro desperta para sentimentos homoeróticos inesperados. Mas, com a chegada do Outono, que vem modificar a paisagem em redor, vão dar-se conta de profundas transformações dentro de si, num súbito – mas inevitável – despertar para a idade adulta…



Título Original: The Sense of an Ending
Realizador: Ritesh Batra
Com: Jim Broadbent, Charlotte Rampling, Harriet Walter
Género: Drama
País: Reino Unido
Ano: 2017
Duração: 108 min.

Sinopse:
Tony Webster é um homem de meia-idade cuja existência tranquila é perturbada quando recebe uma carta de um advogado a comunicar que alguém lhe deixou um diário em testamento. Essa circunstância vai reavivar memórias com mais de quatro décadas: os companheiros da faculdade e a lembrança de um grande amor, mas também as terríveis consequências de acções impensadas da sua já tão distante juventude...


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Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias

Título Original: Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales
Realizador: Joachim Rønning, Espen Sandberg
Com: Johnny Depp, Javier Bardem, Brenton Thwaites, Kevin R. McNally, Kaya Scodelario, Golshifteh Farahani, Stephen Graham, David Wenham e Geoffrey Rush
Género: Ação, Aventura, Comédia
País: EUA
Ano: 2017

Sinopse:
Johnny Depp regressa ao grande ecrã como o icónico anti-herói Jack Sparrow, no novo filme "Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias". Esta emocionante aventura encontra o Capitão Jack Sparrow numa maré de azar. Os ventos da má sorte começam a soprar ainda com mais força quando os fantasmas dos marinheiros mortos, liderados pelo terrível Capitão Salazar (Javier Bardem), escapam do Triângulo do Diabo, empenhados em matar todos os piratas - especialmente Jack. A única esperança de sobrevivência de Jack Sparrow, encontra-se no Tridente de Poseidon, mas para o encontrar tem de criar uma aliança com Carina Smyth (Kaya Scodelario), uma brilhante e bonita astrónoma e Henry (Brenton Thwaites), um jovem marinheiro da Marinha Real Britânica. Ao leme do Dying Gull, o seu pequeno e humilde navio, Jack Sparrow procura não só reverter a sua maré de azar mas também salvar a própria vida do pior inimigo que já enfrentou.


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Por Onde Escapam as Palavras

M12
Título Original: Por Onde Escapam as Palavras
Realizador: Luís Albuquerque
Com: Miguel Babo, Leonor Nobre, João Damasceno
Género: Drama
País: Portugal
Ano: 2016

Sinopse:
A história de uma família em luto após a trágica morte da filha, vítima de um ataque terrorista. A forma como cada um encara a dor da perda, erguendo-se ou deixando-se abandonar ao sofrimento, vai alterar a forma de relacionamento entre todos.
Assinado por Luís Albuquerque ("Dom", "Dança dos Flamingos", "Geme… La Vie"), um filme dramático com o tema do terrorismo como pano de fundo, que quer ser, nas palavras do realizador, "uma homenagem a todas as mortes precoces, mas, principalmente, uma mensagem de esperança a todos que a elas sobrevivem".


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United States Of Love

Título Original: Zjednoczone stany milosci
Realizador: Tomasz Wasilewski
Com: Julia Kijowska, Magdalena Cielecka, Dorota Kolak
Género: Drama
País: Suécia, Polónia
Ano: 2016
Duração: 106 min.

Sinopse:
Em 1990, a Polónia vive o seu primeiro ano como país livre. Neste contexto de euforia mas também de indefinição, quatro mulheres aparentemente felizes decidem que é chegado o momento de encarar a mudança nas suas próprias vidas. Agata despreza Jacek, o marido, e fantasia com uma relação impossível com o jovem padre da paróquia; Renata é uma professora reformada que, para atenuar o tédio em que a sua vida se tornou, desenvolve uma estranha obsessão por Marzena, a belíssima vizinha do lado, cujo marido trabalha na Alemanha; e Iza, irmã de Marzena, luta para esquecer o homem com quem teve uma relação adúltera durante seis anos…

Nota: Pode haver alterações ou adiamento nas estreias da semana.

Fonte: Jornal Publico, Sapo Cinema e NOS Cinema

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Literatura | 'Os Imperfeitos' de Cecelia Ahern | Opinião

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Uma decisão pode deitar tudo a perder.

A vida de Celestine North é perfeita. Filha e irmã modelo, é muito popular junto dos colegas e professores e namora com Art Crevan, um dos rapazes mais encantadores da escola.

Mas Celestine vê-se confrontada com uma situação à qual reage por instinto, levada pela bondade. Quebradas as regras, terá de lidar com as consequências. Pode ser presa. Pode ser marcada a ferro quente. Podem obrigá-la a juntar-se às fileiras dos Imperfeitos.

Os Imperfeitos é um romance estonteante em que a autora bestseller Cecelia Ahern retrata uma sociedade em que a perfeição é essencial e em que a imperfeição é punida de forma exemplar, abordando temas atuais e complexos como o racismo, o bullying, a justiça, a verdade e a solidariedade.





 Antes de mais tenho de confessar que, tendo decidido dedicar o mês de maio ao género YA contemporâneo, levei um balde de água gelada quando comecei a ler este livro. Algo não estava a bater certo e não conseguia compreender bem o quê até perceber que se trata de uma distopia. Aí sim fez-se luz e fiquei bastante indecisa entre continuar e sair fora do género que tinha escolhido para este mês ou desistir temporariamente e fazer um ligeiro desvio, optei, como se percebe, pelo desvio.

Eu gostei da história, de como uma jovem movida pela lógica faz algo impensável num mundo dividido. O mundo mudou, criou-se uma Guilda para decidir se as pessoas seriam perfeitas ou imperfeitas e as imperfeitas eram marcadas, em diferentes sítios, com um ferro em brasa, consoante a acusação. Parece-me que houve aqui algumas incongruências, os imperfeitos não são criminosos mas são ostracizados pela sociedade e os criminosos não são marcados como imperfeitos, se são criminosos não fizeram algo imperfeito? Só por aí acho que algo não funcionou a 100% na criação deste mundo. 

De qualquer forma achei o conceito muito peculiar, como é que podemos nos aperfeiçoar se não podemos errar? Celestine é um exemplo de como o sistema não funciona adequadamente, é proibido auxiliar um Imperfeito mas um Imperfeito não deveria ser antes alguém digno de ajuda, por segundo o conceito não conseguir tomar decisões perfeitas? E um Imperfeito não continua a ser um ser humano? Como é que se pode ser Perfeito e rejeitar membros da sociedade apenas por tomarem más decisões mesmo que estas possam ser relativas?

Cecelia Ahern construiu uma boa trama, é um livro absolutamente viciante mas com algumas alturas mais enfastiantes, muito por culpa da necessidade de explicação do mundo e da sociedade que nos estava a ser apresentada. O enredo está construído num crescendo que nos deixa em suspense, não existem grandes twists mas a história é deixada num cliffhanger interessante, que não nos deixa completamente loucos pelo próximo livro mas deixa ali um bichinho a morder a nossa mente. Uma distopia imperdível que é uma crítica política e social forte, onde o jogo de poder é mais importante que qualquer outra coisa.


exemplar gentilmente cedido para opinião