Crónicas de uma Leitora: Literatura | Magnata e o Barão de Joanna Shupe | Opinião

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Literatura | Magnata e o Barão de Joanna Shupe | Opinião

      
Nota: para lerem as sinopses, é só "clicar" na imagem.


Gosto quando pego num livro de uma autora nova, e esta me surpreende pela positiva, ainda gosto mais, quando ando numa maré de ler pouco ou nada. Este ano está mesmo mau em termo de leitura.
Voltando à autora, surpreendeu-me bastante. Quando olhei para a capa do Magnata, primeiro pensei que nada tinha a ver com a época em que se desenrola a estória e segundo, que seria uma livro "mais do mesmo", da menina rica e do homem típico da época, mas não. Num piscar de olhos li o primeiro livro e noutro piscar de olhos, comprei o segundo e devorei o Barão em meia tarde, e assim como no primeiro, fora alguma particularidade nas estórias, o que me cativou mesmo foram as personagens.

Vou falar dos dois livros em conjunto.

Emmett e Will, não gostam propriamente um do outro, cada um à sua maneira, implica com o outro pelas suas origens, isso acontece mesmo no segundo livro, o que os leva a coabitarem é...  
Não podia haver dois homens tão diferentes. Um subiu na vida às custa do seu trabalho, tem um passado mais obscuro, tem um grave problemas de confiar nos outros, o que o levou a ter alguns problemas, o outro cresceu em berço de ouro mas carregava uma grande mágoa, em que para ele o mais importante era... Queriam saber? Ora, vamos a ler.
O que gostei na autora e nas personagens, foi o equilíbrio que a ela deu a estes dois homens, era homem poderosos, com uma presença imponente, que metiam respeito e medo a muitos mas que também tinham o seu lado humano, um coração enorme, com consciência dos seus erros, que lutavam por aquilo que queriam, se achassem que valeria a pena, sem medo de arriscar e demonstrar perante todos os seus sentimentos. Gostei muito destes dois homens, gostei de que não fossem perfeitos e de saberem que não o eram, e ultrapassarem obstáculos que lhes foram colocados à frente, sem receio de dizer... "Erre"...

Lizzie e Ava, ora aqui estão também duas mulheres diferentes e com histórias de vida diferentes. 
Lizzie foi uma mulher protegida, e que cresceu na alta sociedade de Nova Iorque, porém era uma mulher muito à frente no seu tempo, que queria lançar-se nos negócios, um mundo dominado pelos homens, onde as mulheres eram simplesmente mães e esposas. Gostei da sua garra, de ir atrás do seu sonho, de não se preocupar com o que os outros dizem, e mais ter todo o apoio de um homem, que a via para lá do que a sociedade exigia a uma mulher, gostei.
Ava, totalmente o oposto de Lizzie, uma mulher que desde cedo teve que trabalhar para cuidar dos irmãos, que inventou uma vidente para assim ganhar mais e dar uma melhor vida aos irmãos, que luta, enfrenta tudo, até um poderoso barão. Não quero me alongar muito mais, para não contar partes da estória, o que no segundo livro seria fácil de acontecer.

Gostei bastante dos conflitos que as personagens tiveram, o de não terem vergonha do que são, de serem personagens inteligentes e não ocas, falo tanto para as mulheres como para os homens. Gostei de que as personagens femininas tivessem profissões, gostei de sentir que aquelas personagens, poderiam fazer parte da minha vida, com as suas qualidades e defeitos. 
Joanna Shupe criou personagens solidas, com carácter, virtudes, defeitos, fraquezas, consciência dos seus actos. Criou pessoas e isso para mim é muito bom num livro.

Agora é esperar pelo livro do jornalista do grupo e esperar que Joanna me brinde com mais duas excelente personagens...

Recomendo esta série!

Boas Leituras!

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