Crónicas de uma Leitora: Fevereiro 2019

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Literatura | 'Perigoso' de Minerva Spencer | Opinião

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Lady Euphemia (Mia) Marlington foi raptada durante a adolescência e vendida a um harém. Agora que regressa a casa, 17 anos depois, é alvo da curiosidade e da bisbilhotice de todos. Pior do que isso, está prestes a enfrentar a sociedade londrina pela primeira vez, pois o pai fez-lhe um ultimato: ou ela casa ou passa a viver como uma reclusa. Mas Mia tem 32 anos… certamente que os seus pretendentes deixarão muito a desejar.


E no entanto… quem é o homem atraente e de olhar frio que se encontra entre eles? Trata-se de Adam de Courtney, viúvo duas vezes e conhecido como Marquês Assassino. Aos olhos da sociedade, só um louco lhe concederia a mão da filha em casamento. Um louco, ou, claro, o desesperado pai de Mia.


Contudo, esta união poderia trazer grandes benefícios a ambos. Além disso, a atração entre eles é palpável. Poderá a paixão vir a seguir? E se os segredos que cada um esconde vierem ao de cima… não seria catastrófico?

Perigoso é o romance de estreia de Minerva Spencer como romancista. Uma história repleta de aventuras inesperadas, humor e paixão, com um casal de protagonistas que desafia todas as convenções.


Eu sou apaixonada por este géneros de livros por isso vou tentando acompanhar o que é publicado em Portugal, não conseguindo obviamente ler todos, tento conhecer novas autoras destes romances de época. Perigoso de Minerva Spencer é uma estreia, não só por cá, o livro é de facto o primeiro da autora e, devo-vos dizer, que foi um início bastante auspicioso.

A autora prende com relativa facilidade, estamos perante uma protagonista com uma história de vida quase surreal, depois de ter enfrentado adversidades que poderiam ter destroçado qualquer mulher em qualquer época, temos uma protagonista forte, destemida, lutadora com uma garra e sede de viver extraordinárias. Mia conseguiu transformar-se rapidamente numa das minhas protagonistas preferidas dentro do género. 

Adam não lhe fica muito atrás, apesar de todo o passado tenebroso que o assolou é capaz de ficar imune às maiores críticas e até ao facto de toda a sociedade o desdenhar por o considerarem culpado da mortes das duas primeiras esposas.

Achei que a relação entre os dois fluiu com bastante rapidez e facilidade e apesar das adversidades conseguiram superar os obstáculos de forma exímia. Os personagens secundários ajudam bastante à trama, principalmente já na recta final em que vemos novas amizades a surgirem onde menos esperamos. 

Com um narrador omnipresente vamos ver a narrativa alternar entre Mia e Adam, percebendo os seus medos, as suas fraquezas e até os seus sentimentos e desejos. Adorei toda a história, adorei a escrita da autora e a forma como não conseguimos largar as páginas, os capítulos são relativamente curtos o que faz com que desejemos ler só mais um. 

Perigoso é uma forma deliciosa de nos apresentar a uma autora que espero que nos traga muito mais livros.





Exemplar gentilmente cedido para opinião

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Literatura | Novidades da semana de 25 de Fevereiro a 3 de Março

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Nas livrarias a 26 de Fevereiro
   

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Literatura | 'A Última Ceia' de Nuno Nepomuceno | Opinião

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O GOLPE PERFEITO. DOIS AMANTES. UMA OBRA DE ARTE.

Uma nota enigmática é encontrada junto à moldura vazia de um quadro famoso. O ladrão deixou um recado. Promete repetir a façanha um ano depois.
De visita à igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão, uma jovem mulher apaixona-se por um carismático milionário. Mas, quando alguns meses depois, é abordada por um antigo professor, Sofia é colocada inesperadamente perante um dilema. Deverá denunciar o homem com quem vai casar-se, ou permitir tornar-se cúmplice deste ladrão de arte irresistível?
Enquanto a intimidade entre o casal aumenta, um jogo de morte, do gato e do rato, começa. E aquilo que ao início aparentava ser um conto de fadas, transforma-se rapidamente num pesadelo, ao mesmo tempo que um plano ousado e meticuloso é urdido para roubar a obra-prima de Leonardo da Vinci.
Requintado, intimista, inspirado em acontecimentos verídicos, A Última Ceia transporta-nos até ao enigmático mundo da arte. Passado entre Londres e Milão, habitado por uma coleção extraordinária de personagens, para as quais a ambição e fama se sobrepõem a qualquer outro valor, este é um thriller sofisticado de leitura compulsiva.
Tenho de começar por dizer que este livro é brutal.  É o segundo livro que leio do autor (tendo sido A Célula Adormecida o primeiro) e mais uma vez deixei-me hipnotizar pela forma absolutamente fenomenal que Nuno Nepomuceno nos consegue manter agarrados às páginas.

A Última Ceia tem uma teia delicada e intrincada de acontecimentos que nos vai envolvendo. Deixando-nos conhecer gradualmente as personagens pela forma como os capítulos vão alternando de um núcleo para outro acabamos por nos intrigar e tentar perceber até onde cada um deles está disposto a ir para atingir os seus objectivos.

Vamos rever Afonso Catalão e conhecer mais um pouco da sua vida pessoal, coisa que temos acompanhado ao longo destes últimos três livros e percebendo as motivações, interesses e paixões do professor.

Conhecemos Sofia Conti, uma ex aluna que trabalha actualmente na embaixada portuguesa em Itália e seguimos a sua vida ao longo de pouco mais de um ano, desde o roubo das primeiras cópias d'A Última Ceia até depois da data estabelecida pelos assaltantes para o roubo da terceira, a ficar em exposição na Academia Real das Artes de Londres nessa altura. É bastante interessante acompanhar o percurso e o amadurecimento da jovem ao longo deste período.

Também iremos seguir o percurso do presidente da Academia Real das Artes de Londres e da sua esposa, curadora da Christie's, e ver de que forma as suas vidas tanto pessoal como profissional é largamente afectada pela possibilidade de assalto à Academia e pelos roubos das outras cópias.

São todos estes caminhos que se irão entrelaçar formando uma trama cuidada e fazendo-nos questionar e antecipar os acontecimentos e perceber de que forma a vida de todos os intervenientes acabam por convergir e andar à volta de uma obra de arte.

O autor é exímio no que faz, percebemos que nada está ali por acaso, que toda a informação foi cuidadosamente pesquisada e inserida de forma exemplar no contexto, conseguindo levar-nos a viajar entre os três países que são palco da ação. Numa linguagem cuidada mas fluída e com capítulos curtos é um livro que deixa ao leitor a opção de o ler de uma assentada ou se preferir o degustar lentamente, deixando a informação ser absorvida.

Nuno Nepomuceno é um claro exemplo da excelência da literatura portuguesa, equiparando-se aos melhores best-sellers a nível mundial.





Brevemente entrevista do autor ao blogue, não percam

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Literatura | Novidades da semana de 18 a 24 de Fevereiro

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Nas livrarias a 18 de Fevereiro
   
   
 

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Literatura | Novidades da semana de 11 a 17 de Fevereiro

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Literatura | Vogais lança biografia de Leonardo da Vinci | Divulgação

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Pensar como Leonardo Da Vinci.jpg

O ano de 2019 marca os 500 anos da morte de Leonardo Da Vinci, considerado, graças às suas contribuições em praticamente todos os campos do conhecimento humano, um dos artistas mais completos que o mundo já conheceu. O génio italiano morreu no dia 2 de maio de 1519.
E para celebrar esta efeméride, a editora Vogais acaba de lançar Pensar como Leonardo Da Vinci (240pp | 14,99€), uma biografia de leitura simples e inspiradora. Primeiros capítulos disponíveis para leitura aqui.
Arquétipo do homem renascentista, o alcance e a profundidade da sua obra fazem de Leonardo da Vinci um artista único na história. Famoso por criar algumas das imagens mais icónicas da arte — incluindo Mona Lisa A Última Ceia — Leonardo da Vinci  influenciou gerações de artistas e pensadores, continuando a fazê-lo 500 anos depois da sua morte, a 2 de maio de 1519. Embora não esteja ao alcance de todos seguir as suas pisadas, a atitude de Da Vinci em relação à vida é algo que todos podemos aprender.
Autodidata, além de pintor, Da Vinci foi também um escultor, arquiteto, músico, matemático, engenheiro e anatomista de talento. Com uma insaciável sede de conhecimento, Da Vinci nunca estava satisfeito com o que aprendia. Ele fez a ponte entre arte e ciência, e procurou sempre a perfeição e a precisão no seu trabalho,  desenvolvendo técnicas que continuam a ser usadas até hoje. Combinando essas forças com uma imaginação única, Da Vinci  desenhou invenções séculos à frente do seu tempo.
E que lições podemos aprender com este artista único e multifacetado?
Como aproveitar as oportunidades • Como tirar proveito dos seus talentos • Inovar, experimentar e imaginar o impossível • Manter as coisas em perspetiva • Combinar a arte e a ciência
***
AUTOR: Daniel Smith é autor e editor de livros de não-ficção. Tem escrito sobre variados temas, incluindo política, economia e história social. É o autor de todos os livros da coleção «Pensar Como» (Ed. Vogais), onde se incluem as biografias inspiradoras de Steve Jobs, Einstein, Churchill, Bill Gates, Stephen Hawking, Sigmund Freud e Nelson Mandela, publicadas em 20 línguas. Contribui frequentemente com textos seus para o The Statesman’s Yearbook, guia geopolítico do mundo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Literatura | Novidades da semana de 28 de Janeiro a 3 de Fevereiro

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Nas livrarias a 4 de Fevereiro
   
   

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Nas livrarias a 6 de Fevereiro
  

Nas livrarias a 8 de Fevereiro